quarta-feira, 14 de abril de 2010

Viagem ao Santuário de Aparecida

Cerca de 20 dias atrás eu almoçava na casa do meu amigo e Padre na Paróquia Nossa Senhora do Carmo (Maristela) de Presidente Prudente/SP (Padre Tuty). Ele me convidou para eu ir a uma excursão para Aparecida e Canção Nova com eles (entre 09 e 11 de Abril). De imediato foi um não, até porque eu tinha rodeio (trabalho) na data, mas soltei a frase: “Se eu não tivesse rodeio para ir, eu iria”. É nestas horas que vejo o poder e projeto de Deus para a vida de cada um e o poder de nossas palavras, porque na verdade eu tinha a vontade de ir, mas não naquela data. Em resumo o rodeio foi cancelado e outros não deram certo. Fui eu nesta viagem.


Mesmo assim deixei pra traz um final de semana com os amigos e com a família (coisa rara pra mim, pois viajo toda semana), Jogo do Grêmio Prudente, assistir o Santos na semifinal do Paulistão, etc. O motivo da excursão era comemoração dos 50 anos da Diocese de Presidente Prudente em Aparecida.


Mesmo decidido e já tendo pagado a viagem ficava aquela dúvida – O que eu vou fazer lá? Vão poucos jovens no ônibus, e para ser mais direto e sincero o que eu vou fazer com esse ônibus cheio de “veio”. Na quinta-feira antes da viagem, não sei por que fui à missa, e era missa de envio dos romeiros (peregrinos), RSS. Estava com minha amiga Bruna Moreno e sua mãe, e comentei: “Olha a idade dos jovens que vão”. Deu-me vontade de não ir naquele momento. Pensei: “Vai ser um saco”.


Chegado o dia da viagem e, como todo brasileiro larguei tudo pra última hora, fui o último a chegar, junto com o Thiago Oliveira que mora na rua de casa, que tava saindo a hora que voltei da rua, então ele dividiu a o atraso comigo... Eu ia ser o último sozinho RSS. Quem chega por último não escolhe lugar né! O ônibus tinha dois andares me sobrou um lugar no andar de baixo e no último banco ainda.


Pra resumir a história, depois troquei de poltrona e fiquei em uma poltrona do lado do freezer e do som. Era a única poltrona que deitava mais que as outras (me dei bem... kkkk).


Sai o ônibus e é claro que uma “rezadeira” de nome Nadir, quem mora aqui na Maristela sabe quem é, puxou um terço sobre meus protestos rabugentos. O legal, ou o terrível é que tinha o microfone no ônibus e eu ficava tirando e pondo o cabo, e ela e o Padre que mais usavam o microfone usavam ficavam: “Alô, alô”. Mas logo me dedaram e mesmo quando o som realmente falhava eu levava a culpa.


Eu fui lendo como de costume, não consigo ficar parado. Lia e atentava um e outro. Fica no Twitter no Celular e no MSN, inclusive tive a Cia por mais de duas horas do meu amigo Arthur “Poke Mon”. Depois de muitas paradas chegamos as sete da manhã na cidade de Guaratinguetá/SP na Comunidade Católica Anuncia-me.


Língua solta que sou ao entrar na comunidade soltei um piada sem graça: “Essa comunidade chama-se Anuncia-me porque aqui é tão longe que quando descobriram ela alguém anunciou: Anuncia-me que to perdido”. Eu idiota, num vi que tinha uma moça da comunidade na minha frente, ela vira com sorriso educado e porque não com um pouco de ódio, mas, com muito amor me falou: “Seja bem vindo, a paz de Jesus”. Calei por algumas horas.


Café tomado e sem banho, fomos para Aparecida a missa da diocese era as nove da manhã. Eu já tinha ido, várias vezes a Aparecida, por isso minha pergunta: O que que eu to fazendo aqui?


A Missa foi muito bonita, assistimos de pé porque chegamos em cima da hora. Meus companheiros de peregrinação foram Pe Tuty, Thiaguinho, e Irmão Marcos, que foi no outro ônibus, mas, nas paradas estava sempre com a gente. Partimos para as compras, almoçamos, depois fomos a igreja velha pela rampa. Irmão Marcos e Thiaguinho nunca tinha ido. Fomos à sala dos milagres, sala das velas e por último fomos visitar e rezar diante da imagem de Nossa Senhora Aparecida.


Momento mágico de emoção e dispensa comentários, porque não tem como descrever este momento. Claro que agradeci e pra não pedi muitas coisas e lembrei-me de cada um vocês amigos próximos ou virtuais (tem uma fitinha pra cada um só passar aqui em casa.. RSS). Na ida ao ônibus ainda espiamos as caravanas da festa de São Benedito, o Santuário estava lotado em decorrência disto. Muito batuque dança, é a tradição da igreja católica.


Partimos para Guaratinguetá para conhecer a casa (hoje um museu) onde viveu Frei Galvão. A noite retornamos para a comunidade Anuncia-me e depois de uma janta fantástica, assistimos ao uma apresentação/pregação ungida do fundador da Comunidade o Sr. Henrique. É muito emocionante ouvir sobre obras sustentadas financeiramente e literalmente na fé. Depois, todo mundo quebrado/cansado, dormi antes das dez da noite (em pleno sábado). Engraçado que ficamos todos os homens no mesmo quarto, acordei de madrugada parecia uma lagoa... Sem contar horas que eu achava que tava no rodeio com barulho de fogos... mas deixa isso pra lá!


Domingo de manhã missa com o PE Tuty e inventaram de dar um violão pra mim na última hora, faz três anos que um relo num violão, e mesmo quando relava num sabia tocar... E assim foi um desastre a missa na parte musical. RSS. Nos despedimos da comunidade Anuncia-me e partimos para outra comunidade: Canção Nova. - Pausa - comprei um refri fiado e num paguei, meu Deus, que anta que sou, mas vou fazer uma doação para a comunidade (eita refri que ficou claro). voltando - A Nadir “Rezadeira” foi dar um testemunho e no final eu coloquei um DVD de um grupo que canta aquela música do “vuco vuco”. Quase fui exorcizado. Nessas horas estava mais freqüente no microfone sempre com a frase “(Fulano tem Pobréma, eu tenho pobréma, etc.). Alguns queriam me matar, outros estavam gostando. Pobréma!!!



Chegamos à Canção Nova, mais de 80 mil pessoas (estimado), uma vez que a igreja católica comemora a festa da Misericórdia e estava movimentadissima. Eu também havia passado na Canção Nova uma vez, mas, não conhecia o novo Rincão/Palco de palestras e retiros da Canção Nova, ficamos eu Pe Tuty e Thiago de boca aberta com o que vimos, o tamanho da estrutura.



Nesta hora olhei para o Pe Tuty e falei: “Padre, perdemos a essência da Canção Nova, precisamos resgatar e valorizar tudo isso”. Ele respondeu: “Precisamos trazer nossos jovens da paróquia urgente para cá”. E assim tiramos algumas fotos e subimos de volta. Para almoçar e partir de volta pra Presidente Prudente. Alguém (como sempre), atrasou e deixou o Padre maluco de raiva, mas, foi tudo resolvido e voltou a ficar animado com a revelação do anjo. Onde tiramos o nome de uma pessoa, rezamos e compramos algum presente.



A Mulher que me tirou (que já esqueci o nome) falou que tinha vontade de me bater - Pausa - Fico pensando o que leva as pessoas a terem estes atos violentos, eu sou um menino tão bom - Voltando - Mas, ela falou que eu era um menino legal...RSS Será? Gostei muito dela, meu deu três presentes, então acho que ela gostou mesmo (Ela e o marido foram um dos casais que atrasaram e eu puxei as vaias. Deve ser por isso o motivo da raiva). Eu dei o presente pra mulher que eu tirei que sentou atrás (Beth Trindade) de mim com seu marido que só dormia. (casal pobréma), aliás, o que mais tinha nesse “Busão” era gente com pobréma.



Depois teve uma rodada de sorteio de brindes, e tudo parou, e eu fiquei lendo e acompanhado o jogo do Santos pelo Twitter ( que sofrimento). A sorte que ônibus parou no Rodoserv bem na hora do terceiro gol do santos, só alegria. Depois desta parada mais uma rodada de brindes e desta vez, eu fui apresentar, imitando o Silvio Santos. Pausa – Como eu sou tonto – Voltando – Foi só alegria o busão inteiro rindo, e eu divertindo e me divertindo ao mesmo tempo. Todo mundo apagou de novo e só acordaram na chegada com eu no microfone de novo. Ai fizeram eu contar um testemunho, dedurei os podres do Padre (Ele vai dar o troco na homilia do final de semana), contei mais piadas e em resumo foi show.


Conclusão (Falo em particular para a Paróquia Nossa Senhora do Carmo – Maristela, e principalmente aos jovens)


Precisamos sair do nosso mundinho, foi ótimo estar com aquelas pessoas mais velhas, me divertindo e eu, fazendo eles rirem. O Preconceito é algo idiota que temos em nosso coração. Foi um final de semana perfeito pra mim. Poderia ter ganhado muito dinheiro, trabalhando no maior rodeio do país. Mas, nada paga estar frente a frente com Nossa Senhora em Aparecida, visitar o museu do Frei Galvão, conhecer a história da comunidade anuncia-me e principalmente vendo o “gigante” da evangelização chamado Canção Nova. Talvez por culpa repetitiva vinda do Dunga pra nossa paróquia, enjoamos dele e da Canção Nova.


Num sei ao certo, se é isso, mas, a verdade é que perdemos a referência e o encanto com a Canção Nova. O Padre Tuty vai organizar uma viagem/excursão para lá, quero ver sua resposta. Não podemos nos omitir a uma obra tão grande de evangelização. Olhar aquele rincão daquele tamanho e saber que foi construído na fé, precisamos construir algo pela fé, pois muitos jovens da sua idade não teve a mesmo oportunidade. E cabe a nós mudar tudo isso, nos abastecendo com as coisas e de Deus.


Foto: Padre Tuty, Irmão Marcos e Eu na rampa do Santuário Nacional de Aparecida.

terça-feira, 6 de abril de 2010

Sepulcro e coração vazio


Um jovem, ao ingressar na faculdade, é munido de direitos e obrigações. Tem ele o direito de receber seu diploma desde que, siga com rigor as obrigações impostas pela instituição que ele freqüenta. Não é diferente na igreja católica. Claro que, na igreja fundada pelo Próprio Cristo Jesus, temos o perdão por Ele mesmo dado.


Acabamos de viver a semana Santa, a mais importante semana do catolicismo. Muito jovens viveram no final e começo do ano a semana de formatura. Para se viver a semana formatura é preciso, freqüentar ano a ano a semana mais importante que é a semana de provas. Ai sim, chegamos a semana de formatura. E por ter cumprido ano a ano nossas obrigações de freqüência. Temos direto de receber nosso diploma.


Na semana mais importante da igreja, a Semana Santa, celebramos o Tríduo Pascal:


1. Instituição da Eucaristia na quinta-feira com a celebração da missa de lava pés;
2. Paixão e morte do Senhor na sexta-feira
3. E no sábado a vigília Pascal na missa de aleluia

Não há celebração menos ou mais importante. Todas elas fazem parte da obrigação do católico. Vale lembrar também que, celebramos a Páscoa no domingo, indo a missa dominical, uma vez que a missa de Sábado é mais importante de todas, porém, na é válida como missa que atendo o 1º Mandamento da Igreja que diz: “Ouvir missa inteira nos domingos” .

Não faria sentido algum ir ao baile de formatura, sem colar grau. A cada ano a Semana Santa, a Sexta Santa vem perdendo o paladar religioso. É comum e triste ao mesmo tempo, ter a sexta-feira da paixão tratada como um simples feriado. A páscoa definitivamente agregada a um ovo de Páscoa.


Jovens católicos precisam saber que não se vai ao Shopping na quita-feira Santa, no lugar de estar na missa de lava pés. Não se vai a praia na semana santa. Sim é verdade que muitos não tem a oportunidade de participar, em virtude de seus compromissos profissionais, afinal, o mundo está cada vez mais profissional e mecânico, do que espiritual.


Não se descansa na sexta da paixão e morte de Nosso Senhor Jesus Cristo. Ele não descansou e não se entregou por nossos pecados. Porque agora podemos descansar?
É tempo de comemorarmos e saber que o sepulcro está vazio, e no mesmo tempo que em lamentamos o coração vazio do homem.


Entre os cinco mandamentos da igreja o terceiro diz: “Comungar ao menos uma vez pela Páscoa da Ressurreição”. É ordem da igreja fundada por Cristo e nós, simplesmente ignoramos e nos omitimos.


Como podemos omitir tudo o que acontece no mundo? Terremotos, doenças, tragédias, tempestades, etc. Em tempo de esquentarmos nossa fé o inimigo tem conseguido através da modernidade e meios de comunicação esfriá-la.


Temos o direito de chegar ao céu, mas, é preciso cumprir as obrigações que nos é pertinente na terra, e óbvio na igreja.


Por Eugênio José dos Santos

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

COMO SALVAR MINHA FAMÍLIA


Irmão Bento era um monge muito Santo. Além de Santo, tinha a fama de ser excelente conselheiro matrimonial. Sua fama se espalhava por toda a região.Segundo diziam, este Santo monge tinha o dom da palavra de ciência e da palavra de sabedoria, e esses dons sempre se manifestavam em forma de visões.Sr. Alfredo, numa duvidosa tarde, foi procura-lo e descreveu o grande drama que estava vivendo:

- Irmão Bento, eu estou vivendo mergulhado em grandes problemas. Estamos passando por uma séria crise financeira. Tudo em nossa casa dá errado. De uns tempos pra cá, nada dá certo em nossa vida. Minha família vive um pequeno inferno. Minha mulher está sempre doente. Ela só sabe reclamar da vida e dos problemas. Eu, de vez em quando, acabo exagerando na bebida. Meu filho mais velho cheira cocaína, fuma maconha, tem o corpo todo cheio de tatuagens, não faz a barba, toca saxofone e flauta nos botecos por aí. Bebe que é uma coisa medonha e tem um cabelo tão longo que mais parece uma moça. Minha filha é terrível. Cada dia ela aparece com um namorado diferente. E, o pior, usa umas roupas que o senhor nem pode imaginar. Meu filho caçula, de 12 anos, já foi expulso de três colégios. Só quer saber de andar de bicicleta e ver televisão. E, o pior, hoje faz seis meses, três dias e quatro horas que minha sogra esta morando lá em casa. Para o senhor ver, tudo esta errado em minha vida e eu preciso de sua ajuda. O que devo fazer? Porque tudo esta dando errado em nossa família? Nós já fizemos de tudo que nos ensinaram. Fomos até a uma benzedeira e ela pediu que levássemos umas velas, uma galinha, uma garrafa de cachaça e ainda cobrou mais duzentos reais. Mas parece que até ficou pior do que estava. Já queimamos incenso, compramos uma pirâmide, fizemos mapa astral e nada mudou. Então eu resolvi procurar o senhor. Já que o senhor é um homem tão Santo e tem visões, será que o senhor não poderia me dizer a causa de todos este problemas? Eu já não estou mais aquentando esta vida. Por favor, me ensine uma reza, ou faça uma oração por nós. Pelo amor de Deus, nos ajude.

O Santo homem de Deus colocou a mão sobre a cabeça do senhor Alfredo e fez uma silenciosa oração. Depois lhe disse:

- Sr. Alfredo. Estou tendo uma visão. O Senhor está me mostrando uma coisa muito grave! Deus está me revelando que dentro de sua casa tudo vai mal, e tudo vai mal porque vocês estão cometendo um dos mais medonhos pecados da face da terra. É algo muito sério. Mas, não sei se posso revela-lo ao senhor.

O homem arregalou os olhos e falou:

- Por favor, Irmão Bento ! foi para isso que eu vim até aqui. O que esta acontecendo?

- Sabe, meu senhor, o problema é que dentro de sua casa vocês estão cometendo o pior pecado do mundo. Nem tenho coragem de falar sobre isso…

- Mas, homem de Deus – interrompeu seu Alfredo -, por favor. O senhor pode falar sem medo. Quem esta cometendo este pecado? Eu já estava mesmo desconfiado de minha mulher ! o senhor pode me contar que eu acabo com a vida do sujeito. Por favor…

- Não é nada disso Alfredo!- O pecado que vocês estão cometendo é o pio de todos, disse o Irmão Bento.- Mas que pecado tão terrível é este? Pelo amor de Deus, seu monge, pode falar que estou preparado para ouvir.- Bem, meu filho. O senhor sabe que Deus é amor. E que Deus amou tanto o mundo que mandou seu filho único para que todos que nele cressem fossem salvos. Jesus veio e nós o matamos. Então Deus o mandou novamente para a Terra, só que Ele não poderia vir com o mesmo rosto de antes, senão o mundo o mataria mais rápido ainda, e diante das câmeras de televisão. Então Jesus voltou, só que Ele veio disfarçado. E a verdade é que um dos membros de sua família é o próprio Cristo, disfarçado.

- O senhor está falando que lá em casa mora o próprio Senhor Jesus Cristo, disfarçado ? É melhor o senhor conferir aí na sua Bíblia, porque acho isso impossível. Se o senhor conhecesse minha família jamais falaria uma barbaridade dessas… É que o senhor não faz idéia de como é a nossa família…- É isto mesmo! Não é nenhum engano ! Jesus esta disfarçado em um dos membros de sua família e, como vocês não o reconhecem, tudo vai mal. Afinal de contas, sem saber quem é o Cristo disfarçado, vocês ficam tratando mal um ao outro. E, como vocês estão se tratando muito mal, estão ofendendo a Jesus Cristo dentro de sua casa. E é este o grande pecado de vocês. Aliás, esse é o maior pecado que alguém pode cometer. Enquanto vocês não descobrirem quem é o cristo, nada irá mudar na vida de vocês.- Sério mesmo? Ah, mas eu vou resolver isso, ou não me chamo Alfredo.

Sr. Alfredo saiu daquele encontro cheio de preocupação. Quem em sua casa poderia ser o Cristo disfarçado? Antes de chegar em casa, para não perder o costume, passou no barzinho e tomou logo umas três doses da “Branquinha”. Ele gostava tanto disso, que ao dar um gole, sempre tapava o nariz, pois, gostava dela bem pura, só em sentir o cheiro já ficava com a boca cheia d’água. Logo para não estragar o sabor, tapava o nariz para não correr o risco de salivar. Tomou seus tragos e foi rapidamente para casa, onde reuniu toda a família. Diante de todos falou com seu encontro particular com Irmão Bento, o homem de Deus já conhecido por todos. Disse lhes claramente, sem rodeios, que ali vivia o Cristo disfarçado e que era preciso descobri-lo imediatamente, já que enquanto não se detectasse quem era o Cristo disfarçado, nada melhoraria naquela casa. Sem muita cerimônia perguntou:- Quem de vocês é o Cristo disfarçado? Que se apresente, agora!Todos se entreolharam admirados. Será que o sr. Alfredo tinha bebido além da medida? Que história é essa mais sem cabimento. Os filhos chegaram a esboçar um risos disfarçado. Mas sr. Alfredo insistiu:- quem é o Cristo disfarçado?Como ninguém se apresentou, sr. Alfredo voltou a falar com o Irmão Bento.Olha aqui é o Alfredo, eu estive aí ontem a tarde. O senhor me disse que o Cristo disfarçado estava morando em minha casa. Queria pedir que o senhor conferisse melhor o endereço, pois fiz uma ampla pesquisa em minha casa e chegamos à conclusão que lá ele não mora mesmo.

O monge continuou irredutível.- pois, lhe digo com certeza sr. Alfredo, um deles é o Cristo disfarçado!Outra reunião com a família, e agora, com mais veemência ainda, disse sr. Alfredo:- olha gente, o monge é um homem Santo. Tudo que ele falou até hoje deu certo. Ele não iria inventar uma história dessas. Uma aqui nesta casa, é mesmo o Cristo disfarçado, e é melhor que se mostre logo.Juninho, o mais novo, arriscou um palpite:- Pai, quem sabe seja a vovó!- Sr. Alfredo ficou enfurecido:- Meu filho, não fale uma bobagem dessas, nem por brincadeira. Cale essa boca. Onde já se viu você falar uma coisas destas! Oh, meu Deus, perdoa meu filho por esta blasfêmia. Filho, olhe bem para sua avó. Como é que Cristo poderia se disfarçar num trambolho desse? Meu filho, eu quero que você aprenda uma coisa, desde pequeno, para nunca mais esquecer: sogra a gente deve gostar, igualzinho eu gosto de cerveja, ou seja, geladinha em cima da mesa.- Então deve ser o papai – disse a filha Juliana, fofa e linda, como sempre!- Aí foi a vez da sogra externar seu direito de opinar, cheia de uma fúria que ela guardava a anos:- Ah, deve ser mesmo! Eu fico olhando para a cara desse homem e imaginando Cristo disfarçado de anta bêbada. Você já ouviu falar que Cristo era um alcoólatra, mal-educado, bruto e sem escrúpulos? Agora é que estamos pecando mesmo de verdade. Este homem é um jumento em forma humana. Nunca vi uma pessoa mais ignorante. Como é que pode ele ser o Cristo?D. Matilde, a esposa, até então em completo silêncio, completou:- Alfredo ser o Cristo disfarçado? Isso seria uma grande piada. Ele é um homem da pior espécie possível. Vive deixando roupa espalhada pelo chão do banheiro. Quando falo com ele, esta sempre bocejando. Fuma no quarto. Assiste a tv sempre com o controle remoto na mão. Chega suado da rua e com os pés sujos do jogo de futebol e vai direto para a cama. Bebe feito um condenado. Não corta e nem limpa as unhas dos pés. Chega a esquecer o nome dos próprios filhos e fica perguntando baixinho, como se chama aquele menorzinho? E você Juliana vem me dizer que ele poderia ser o Cristo disfarçado ? tenha dó, minha filha.Caíque o filho mais velho, que até então estava só observando o furdunço, deu o seu palpite:- Talvez então seja a mamãe!Sr. Alfredo mais uma vez se enfureceu:- meu filho, isto seria uma outra bobagem sem tamanho. Sua mãe só sabe reclamar da vida. Basta a gente pegar um jornal para ler e ela já vem puxando conversa fiada, e quando a gente esta morrendo de sono ela vem querendo ter uma conversa séria. Enche a casa de plantas e ainda coloca uma samambaia bem em cima do DVD. Quando eu quero ir a uma festa, ela faz cara feia, mostra desânimo e faz tudo para que eu desista. Erra sempre quando me compra uma roupa de presente, sempre fica pequeno. Quando lhe dou um presente, logo ela repassa para a empregada. Vive falando mal da minha mãe. Chorou a gravidez inteira e tudo que vocês fazem de errado ela logo diz que a culpa é minha. Basta um erro e ela já diz que puxou o pai. Meu filho, como ela poderia ser o Cristo? Olha, a Bíblia diz que Jesus curava todas as doenças. A sua mãe tem todas as doenças. Ela é absolutamente o contrario de Jesus! Depois, se sua mãe fosse o Cristo disfarçado, a cruz de Jesus deveria ser de aço ou ferro fundido. Que outra cruz suportaria tanto peso assim? Sua mãe só sabe comer e reclamar…Juliana então disse:- Talvez seja o Caíque!Foi então a vez do Juninho reclamar:- Como o Caíque? Jesus por acaso fumava maconha? Olhe bem para a cara do Caíque: um cabelo horroroso. Ele lava os cabelos. E aquela caveira que ele tem tatuada nas costas? Como pode ser o Cristo?D. Matilde exclamou:- pode ser o Juninho: ele é o mais novo da casa!Foi a vez de Juliana retrucar:- Mamãe, que absurdo! Jesus era um menino muito inteligente. A Bíblia diz que aos doze anos Ele se perdeu e quando sua mãe o encontrou estava no meio de doutores, explicando-lhes as escrituras. O Juninho é um burrinho em forma de gente. Já foi expulso de três escolas, e este ano, pelo jeito que está, vai ser reprovado de novo!- E se for a Juliana?- Perguntou a avó com os olhos cheios de ternura.Caíque não se conteve:- o que? A Juliana ser Jesus? Isto sim é que é uma blasfêmia! Olhe bem, para as roupas que ela usa. E os namorados esquisitos? A senhora sabia que ela é chamada a vassourinha da nossa rua? Já varreu todos os rapazes. Namorou e ficou com a maioria deles. A única coisa em que a Juliana é parecida com Jesus é a roupa. Ela se veste igualzinho o Cristo quando foi pregado na cruz. Nunca poderia ser o Cristo disfarçado!A discussão continuou por longo tempo. Cada um só se recordava dos defeitos do outro. Sr. Alfredo voltou a procurar o Irmão Bento, dizendo-lhe que talvez tivesse se enganado. No entanto o monge continuava afirmando que um deles era o Cristo disfarçado! Alfredo voltou desanimado para casa. Disse para todos que o monge continuava afirmando que Jesus estava disfarçado em um deles ali. Cansado sentou-se, como sempre, diante da tv. No entanto, os filhos continuaram pensando na idéia. Juninho então falou:- talvez seja mesmo a vovó. Ela até que gosta muito de rezar. E depois é a mais velha da família! Acho que precisamos tratá-la um pouco melhor!Os irmãos concordaram com a idéia. E até o sr. Alfredo ficou pensando na possibilidade. Por mais triste e terrível, a possibilidade, segundo a palavra firme e certa do monge, era real. E se a sogra fosse, de fato, o Cristo disfarçado?

Mudaram o tratamento com a velha. Passaram a dialogar com ela, fazer-lhe um carinho, trata-la com mais respeito e atenção.Alfredo, tentando superar todos os conflitos que tinha com a sogra, resolveu até lhe fazer um agrado, levando uma xícara de café na cama. Quando bateu na porta, já sentiu que a acolhida não seria das melhores:- quem é ?- sou eu, minha sogrinha querida.- Entre.- Bom dia… vim trazer um cafezinho quentinho para a senhora.- Para mim ? Tem certeza ?A sogra chegou a pensar que tina veneno no café. Mas acabou aceitando o agrado do genro e passou a trata-lo melhor também.Mas, como ninguém tinha certeza acerca de que quem pudesse ser o Cristo disfarçado, a dúvida então persistia. Poderia muito bem ser qualquer um. E se fosse o Pai? Talvez a mãe? Ou um dos filhos? Como o monge havia falado, cada um ali era um possível candidato.Acabaram melhorando o tratamento em relação aos outros membros da família. D. Matilde parecia muito mais feliz. Já não reclamava tanto de doenças, e sr. Alfredo já não parava mais no barzinho para tomar seu trago de sempre. Cada um começou a tratar o outro com a possibilidade de ser o Cristo disfarçado. Marido e mulher se olhavam com mais carinho e respeito.

Os filhos começaram a perceber os valores dos pais. Os pais passaram a reservar um tempo para o diálogo, para o carinho entre si e para com os filhos. Genro e sogra já não se estranhavam. E as coisas começaram a mudar naquela casa. Algum tempo depois , tudo havia mudado. As coisas se acertaram como que por um milagre. Juninho conseguiu melhorar muito seu rendimento na escola. Caíque chegou a ajuda-lo em muitas lições, e Juliana já não saia tanto pelas lanchonetes e boates. O clima daquela casa parecia outro!

Aquela família, que dizia viver num pequeno inferno, agora começou a experimentar algumas mudanças consideráveis. Já não tinha tanta divida, porque se uniram para pagar o que deviam. O pai, pela vontade de chegar logo em casa, já não parava mais nos botecos do caminho. Era tão bom quando Juliana vinha deitar-se no colo do sr. Alfredo!A família foi também descobrindo o valor da oração. E foi com grande alegria que o Irmão Bento viu todos eles na missa das dez horas daquele domingo.Na terceira fila de bancos do lado esquerdo, toda a família, um do lado do outro, participando da Santa Missa. Ele ficou tão emocionado que ao final da celebração foi procura-los para um abraço muito sincero, e disse lhes:- que bom! Vocês descobriram o segredo! Na medida que começaram a tratar o outro como se fosse o próprio Cristo, vocês aprenderam a ver Jesus um no outro. Com isso, descobriram algo maravilhoso: vocês estão enxergando um ao outro com os olhos do próprio Cristo. Vocês descobriram o grande segredo. Tentando ver Cristo disfarçado, descobriram o Cristo que existe, de fato, no coração e na vida do outro, e em cada um. E este segredo foi Jesus mesmo quem nos ensinou: “todas as vezes que fizestes isto a um destes meus irmãos mais pequeninos, foi a mim que o fizestes”(Mat. 25,40). É isto mesmo meus irmãos. Quem não for capaz de ver Jesus na pessoa do outro, jamais vai ser capaz de ver a pessoa do próprio Jesus.Esse é o grande segredo para a vida familiar!Esse é o grande segredo para a restauração de nossas famílias.Talvez você também se encontre, hoje, como o sr. Alfredo, naquela tarde em que foi ao encontro de Irmão Bento. E porque as coisas não vão bem em sua casa? Jesus deve também estar disfarçado em algum dos membros de sua família… enquanto não se conseguir enxergar cada um com os olhos do próprio Cristo, nada melhorará na vida familiar.A maior graça que um casal precisa para si e para seus filhos é enxergar cada um com os olhos de Jesus. Quando isso acontece, passam a enxergar Jesus em cada um.Não tenhas medo de transformar suas necessidades familiares numa oração sincera e verdadeira:

Senhor,Dá-nos a graça de enxergar com teus olhos, do jeito que tu Senhor, enxergas.Sonda-nos hoje e tem compaixão de cada um de nós. Tu, Senhor, que nos teceste no seio materno, dá-nos a graça de perceber-nos segundo seu amor misericordioso.

Padre Léo,

quinta-feira, 7 de maio de 2009

O CERCO DE JERICÓ

Torna-se cada vez mais comum as comunidades adoradoras fazerem o Cerco de Jericó. De que se trata?

Esta prática nasceu na Polônia. Consiste na oração incessante de Rosários, durante sete dias e seis noites, diante do Santíssimo Sacramento exposto.

De onde veio a inspiração paro o “Cerco de Jericó”?

No Antigo Testamento, depois da morte de Moisés, Deus escolheu Josué para conduzir o povo hebreu. Deus disse a Josué que atravessasse o Jordão com todo o povo e tomasse posse da Terra Prometida. A cidade de Jericó era uma fortaleza inexpugnável. Ao chegar junto às muralhas de Jericó, Josué ergueu os olhos e viu um Anjo, com uma espada na mão, que lhe deu ordens concretas e detalhadas. Josué e todo Israel executaram fielmente as ordens recebidas: durante seis dias, os valentes guerreiros de Israel deram uma volta em torno da cidade. No sétimo dia, deram sete voltas. Durante a sétima volta, ao som da trombeta, todo o povo levantou um grande clamor e, pelo poder de Deus, as muralhas de Jericó caíram… (cf. Js 6).

O Santo Padre João Paulo II devia ir à Polônia a 8 de maio de 1979, para o 91º aniversário do martírio de Santo Estanislau, bispo de Cracóvia. Era a primeira vez que o Papa visitava o seu país, sob o regime comunista; era uma visita importantíssima e muito difícil. Aqui começaria a ruína do comunismo ateu e a queda do muro de Berlim. Em fins de novembro de 1978, sete semanas depois do Conclave que o havia eleito Papa, Nossa Senhora do Santo Rosário teria dado uma ordem precisa a uma alma privilegiada da Polônia: “Para a preparação da primeira peregrinação do Papa à sua Pátria, deve-se organizar na primeira semana de maio de 1979, em Jasna Gora (Santuário Mariano), um Congresso do Rosário: sete dias e seis noites de Rosários consecutivos diante do Santíssimo Sacramento exposto.”

No dia da Imaculada Conceição (8 de dezembro de 1978), Anatol Kazczuck, daí em diante promotor desses Cercos, apresentou a ordem da Rainha do Céu a Monsenhor Kraszewski, bispo auxiliar da Comissão Mariana do Episcopado. Ele respondeu: “É bom rezar diante do Santíssimo Sacramento exposto; é bom rezar o Terço pelo Papa; é bom rezarem Jasna Gora. Podeis fazê-lo.” Anatol apresentou também a mensagem de Nossa Senhora a Monsenhor Stefano Barata, bispo de Czestochowa e Presidente da Comissão Mariana do Episcopado. Ele alegrou-se com o projeto, mas aconselhou-os a não darem o nome de “Congresso”, para maior facilidade na sua organização. Então, deu-se o nome de “Cerco de Jericó” a esta iniciativa.

O padre-diretor de Jasna Gora aprovou o projeto, mas não queria que se realizasse em maio por causa dos preparativos para a visita do Santo Padre. Dizia ele: “Seria melhor em abril.” “Mas a Rainha do Céu deu ordens para se organizarem esses Rosários permanentes na primeira semana de maio”, respondeu o Sr. Anatol. O padre aceitou, recomendando-lhe que fossem evitadas perturbações. A Santíssima Virgem sabia bem que o Cerco de Jericó em maio não iria perturbar a visita do Papa, porque ele não viria. E, logo a seguir, as autoridades recusaram o visto de entrada no país ao Santo Padre, como tinham feito a Paulo VI em 1966. Consternação geral em toda a Polônia! O Papa não poderia visitar a sua Pátria.

Foi, então, com redobrado fervor que se organizou o “assalto” de Rosários. E, no dia 7 de maio, ao mesmo tempo que terminava o Cerco, caíram “as muralhas de Jericó”. Um comunicado oficial anunciava que o Santo Padre visitaria a Polônia de 2 a 10 de junho. Sabe-se como o povo polonês viveu esses nove dias com o Papa, o “seu” Santo Padre, numa alegria indescritível! No dia de 10 de junho, João Paulo II terminava a sua peregrinação, consagrando, com todo Episcopado polonês, a nação polaca ao Coração Doloroso e Imaculado de Maria, diante de um milhão e quinhentos mil fiéis reunidosem Blonic Kraskoskic. Foi a apoteose!

Depois dessa estrondosa vitória, a Santíssima Virgem ordenou que se organizassem Cercos de Jericó todas as vezes que o Papa João Paulo II saísse em viagem apostólica. “O Rosário tem um poder de exorcismo”, dizem os nossos amigos da Polônia, “ele torna o demônio impotente.” Por ocasião do atentado contra o Papa, em 13 de maio de 1981, os poloneses lançaram de novo um formidável “assalto” de Rosários e obtiveram o seu inesperado restabelecimento. Mais uma vez, as muralhas de ódio de Satanás se abatiam diante do poder da Ave-Maria. Em várias partes do mundo estão sendo realizados agora Cercos de Jericó. A 2 de fevereiro de 1986, aquela mesma alma privilegiada recebia outra mensagem da Rainha Vitoriosa do Santíssimo Rosário: “Ide ao Canadá, aos Estados Unidos, à Inglaterra e à Alemanha para salvar o que ainda pode ser salvo.” Nossa Senhora pede que se organizem os Rosários permanentes e os Cercos de Jericó, se queremos ter certeza da vitória.

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sexta-feira, 24 de abril de 2009

Reunião de Sábado, 18/04/09 - Um Tesouro Chamado Amigo!

Oração Inicial

Antes de qualquer coisa, sou grato a Jesus por criar a possibilidade de estarmos aqui para amar e ser amados e diante desse Deus render o nosso amor, confessando nossas fraquezas e principalmente para pedir perdão por quem ainda não teve um momento de intimidade, por aqueles que não te conhecem meu Jesus, pelos que ainda não te adoram, pelos que não crêem e pelos amigos que começaram a caminhada conosco e na fatiga do tempo desistiram. Por todos esses dizemos Jesus estamos aqui!

E hoje para que o cansaço não seja maior que nossa fé Jesus nos convida a abrir as portas de nossos corações e dar livre acesso para aquele que é Rei e Senhor governe nossas vidas, realizando prodígios e restaurando tudo o que ainda é meu, tudo aquilo que ainda não depositei nas mãos de Jesus, te peço meu Deus que com teu braço forte me ergas do chão, pois, hoje preciso mais que caminhes ao meu lado, mas que me carregue em seu colo.

Vem Espírito Santo!

Quantos de nós temos vivido apáticos, longe da graça e principalmente sem ânimo, buscando ser preenchidos através de coisas e pessoas que não nos levam para perto de Deus, o ânimo que significa vida, coragem dentre outras coisas é uma das mais bonitas manifestações do Espírito de Deus, sendo assim elevemos nossos pensamentos clamando essa dádiva que vem do céu e como línguas de fogo o Espírito Santo nos envolverá, consumindo e transbordando nossos corações.

Inundados pelo Espírito Santo e com a certeza que bênçãos do céu foram derramadas, cabe a nós renovados, demonstrar através do exemplo de vida o ânimo, a alegria que não vem do mundo e por falar em mundo quantos de nós temos demonstrado uma alegria contagiante nos carnavais, boates e todo tipo de festa, mas quando estamos em um louvor nos sentimos desanimados e envergonhados ao cantar, pular, abraçar e erguer nossas mãos, não sejamos assim irmãos pois a palavra diz; “Porque, quem se envergonhar de mim e das minhas palavras, dele se envergonhará o filho do homem, quando vier na sua glória, e na do Pai e dos santos e anjos.” (Lucas 9,26).

Leitura da Palavra

Lucas 11, 1-13

1 Estava Jesus em certo lugar orando e, quando acabou, disse-lhe um dos seus discípulos: Senhor, ensina-nos a orar, como também João ensinou aos seus discípulos. 2 Ao que ele lhes disse: Quando orardes, dizei: Pai, santificado seja o teu nome; venha o teu reino; 3 dá-nos cada dia o nosso pão cotidiano; 4 e perdoa-nos os nossos pecados, pois também nós perdoamos a todo aquele que nos deve; e não nos deixes entrar em tentação, (mas livra-nos do mal.) 5 Disse-lhes também: Se um de vós tiver um amigo, e se for procurá-lo à meia-noite e lhe disser: Amigo, empresta-me três pães, 6 pois que um amigo meu, estando em viagem, chegou a minha casa, e não tenho o que lhe oferecer; 7 e se ele, de dentro, responder: Não me incomodes; já está a porta fechada, e os meus filhos estão comigo na cama; não posso levantar-me para te atender; 8 digo-vos que, ainda que se levante para lhos dar por ser seu amigo, todavia, por causa da sua importunação, se levantará e lhe dará quantos pães ele precisar. 9 Pelo que eu vos digo: Pedi, e dar-se-vos-á; buscai e achareis; batei, e abrir-se-vos-á; 10 pois todo o que pede, recebe; e quem busca acha; e ao que bate, abrir-se-lhe-á. 11 E qual o pai dentre vós que, se o filho lhe pedir pão, lhe dará uma pedra? Ou, se lhe pedir peixe, lhe dará por peixe uma serpente? 12 Ou, se pedir um ovo, lhe dará um escorpião? 13 Se vós, pois, sendo maus, sabeis dar boas dádivas aos vossos filhos, quanto mais dará o Pai celestial o Espírito Santo àqueles que lho pedirem?

Eclesiástico 6, 14-17

14 Um amigo fiel é uma poderosa proteção: quem o achou, descobriu um tesouro. 15 Nada é comparável a um amigo fiel, o ouro e a prata não merecem serem postos em paralelo com a sinceridade de sua fé. 16 Um amigo fiel é um remédio de vida e imortalidade; quem teme ao Senhor, achará esse amigo. 17 Quem teme ao Senhor terá também uma excelente amizade, pois seu amigo lhe será semelhante.

Diante das leituras acima primeiramente te pergunto você tem deixado Jesus ser seu amigo? Muitas vezes o inimigo quer que pensamos que devido a nossa condição de pecadores não somos dignos de chamar Jesus de amigo, mas a realidade é que em nosso momento de fraqueza, Jesus demonstra ser nosso melhor amigo vindo em nosso socorro, pois sua missão foi vir ao mundo não pelos justos mas por nós pecadores.

O verdadeiro amigo é aquele que faz a vontade de Deus e leva aqueles que estão a sua volta para conhecer e desfrutar de momentos de intimidade com Deus me permita fazer uma nova pergunta, você tem um amigo assim? Ou melhor, você tem se colocado como um instrumento de Deus e buscado ser esse amigo na sua comunidade, família, trabalho ou escola? Façamos uma reflexão a respeito para podermos responder a Jesus através de nossas atitudes.

Em minha opinião poucas estórias refletem com tamanha simplicidade e amor a amizade de Jesus por nós quanto a vivida pelo personagem Zé, segue abaixo o texto, imagino que seja do conhecimento de muitos, mas ainda sim vale a pena ler.

Um padre passeava pela sua igreja, ao meio-dia, quando decidiu fazer uma pausa e observar do altar as pessoas que entravam para orar. Em seguida, a porta se abriu e um homem adentrou pelo corredor central, o padre franziu a testa enquanto o olhava e notava que não se barbeava há algum tempo. Sua camisa estava esfarrapada e o casaco que usava estava bastante surrado. O homem se ajoelhou, inclinou sua cabeça, depois então se levantou e foi embora. Nos dias seguintes, sempre ao meio-dia, a mesma rotina se repetia. Cada vez que se ajoelhava por alguns instantes, deixava de lado a marmita com o seu almoço. Bem, a curiosidade do padre crescia, e também um receio de que fosse um assaltante, então decidiu aproximar-se dele e lhe perguntar: O que faz aqui? O velho homem disse que trabalhava numa fábrica em um outro bairro da cidade O almoço havia sido a meia hora atrás e ele reservava o tempo restante para orar, e assim encontrar força e poder para enfrentar as labutas da vida. E fico apenas alguns momentos, entende, porque a fábrica fica muito longe daqui; enquanto estou aqui ajoelhado conversando com o Senhor, é como se Lhe dissesse: "Eu vim novamente aqui, Senhor, só pra lhe dizer quão feliz eu tenho sido desde que nos tornamos amigos e o Senhor me livrou dos meus pecados. Não sei bem como devo orar, mas eu penso em você todos os dias. Assim, Jesus, hoje estou aqui Zé só checando. O padre, sentindo-se um tolo, disse a Zé que estava tudo bem. Ele disse ao homem que ele era bem-vindo e poderia vir? igreja e orar sempre que desejasse. É hora de ir disse Zé sorrindo. Agradeceu e dirigiu-se apressadamente para a porta. O padre se ajoelhou diante do altar, como nunca havia feito antes. Seu frio coração se derreteu, aquecido pelo amor, e ali teve um encontro com Jesus. Enquanto lágrimas escorriam por seu rosto, em seu coração, ele repetiu a oração do velho Zé: - Eu vim novamente aqui, Senhor, pra lhe dizer quão feliz eu tenho sido desde que nos tornamos amigos e o Senhor me livrou dos meus pecados. Não sei bem como devo orar mas penso em você todos os dias. Assim, Jesus, hoje aqui estou eu, só checando. Um dia, quando passou o meio-dia, o padre notou que o velho Zé não havia vindo. Percebendo que sua ausência se estendeu pelos dias seguintes, come?ou a ficar um pouco preocupado. Na fábrica, perguntou por ele, descobrindo que estava enfermo. A enfermaria do hospital estava cheia, mas arrumaram uma vaga para ele. Durante a semana em que Zé esteve com eles, mudou a rotina da enfermaria. Seu sorriso e sua alegria eram contagiantes. Divertir e alegrar as pessoas era o seu prêmio. A chefe das enfermeiras, contudo, não pôde entender porque um homem tão gentil e simpático como Zé não recebia flores, telefonemas ou cartas de amigos ou parentes, nem mesmo a visita de alguém. Ao encontrá-lo o padre se colocou ao lado de sua cama, quando Zé ouviu o comentário da enfermeira: Nenhum amigo veio pra mostrar que se importa com ele. Ele não deve ter ninguém com quem contar. Parecendo surpreso, o velho Zé virou-se para o padre e disse com um largo sorriso: A enfermeira está enganada, ela não sabe, mas durante todos os dias em que estive aqui, ao meio-dia Ele está aqui, um querido Amigo meu, que se senta bem junto a mim, segura a minha mão, se inclina em minha direção e me diz: "Eu vim só pra lhe dizer, Zé, quão feliz eu sou desde que nos tornamos amigos e eu o livrei de seus pecados. Eu amo ouvir quando você ora e penso em você todos os dias. Assim, estou hoje aqui, Jesus, só checando.

Continuando, te convido a juntos meditar sobre a letra da música abaixo do Cantor Manoel Baptista, que em um momento de inspiração divina descreve com perfeição o amor e a amizade de Deus por cada um de nós.

Olhos nos teus olhos, vejo o amor que tens por mim a me lembrar. Que nada mais, vai me separar da tua vida. Estou aqui contigo, quero ser sempre seu melhor amigo. Querido contigo hei de estar. Meu filho te trouxe aqui pra te dizer. Que é durante a tempestade que eu mais olhos por você. E não há nada que aconteça e nem que possa acontecer. Não vou desistir de você, não vou desistir de você. Enxergo o teu cansaço. Meu braço está aqui pra te animar. E se às vezes me esquecer meu amor não vai mudar. Não espero que me ame pra te amar. Não espero que perdoe pra te perdoar. Não espero ouvir teu grito não espero os teus sinais Não espero ser meu filho para ser teu pai. Teu sorriso e meu sorriso tua dor é minha dor. Tua vida é minha declaração de amor

Para quem estava presente na reunião ou quem não pode ir, mas que por outro lado teve a oportunidade de fazer o Acampamento Juvenil vai ai uma recordação de bons momentos ao lado de amigos.

Quem me dará um ombro amigo quando eu precisar?E se eu cair, se eu vacilar, quem vai me levantar?Sou eu quem vai ouvir você quando o mundo não puder te entender.Foi Deus quem te escolheu pra ser o melhor amigo que eu pudesse ter.Amigos pra sempre, dois amigos que nasceram pela fé.Amigos pra sempre, para sempre amigos sim, se Deus quiser.Quem é que vai me acolher na minha indecisão?Se eu me perder pelo caminho, quem me dará a mão?Foi Deus quem consagrou você e eu para sermos bons amigos num só coraçãoPor isso eu estarei aqui, quando tudo parecer sem solução.Peço a Deus que te guarde(Que te guarde, abençoe e mostre a Sua face)E te dê sua paz.Amigos pra sempre, dois amigos que nasceram pela fé.Amigos pra sempre, para sempre amigos sim, se Deus quiser.

Por fim, encerro com a oração que os discípulos na leitura do evangelho de Lucas pediram para que Jesus os ensinasse, e lembrem-se ao chamarmos Deus de Pai todos nós assumimos que somos irmãos, fiquem com Deus!

Pai Nosso que estais no céu, santificado seja o vosso nome, vem a nós o vosso reino, seja feita a vossa vontade assim na terra como no céu. O pão nosso de cada dia nos daí hoje, perdoai-nos as nossas ofensas, assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido, não nos deixei cair em tentação, mas livrai-nos do mal. Amém.

sábado, 11 de abril de 2009

Feliz Páscoa!

Ontem foi um dia muito especial, assim como hoje o é e amanhã o será! Dias de relembrar que Deus nos criou para a felicidade, para o amor e para o amar. Mesmo assim quebramos a aliança e nos mostramos incapazes de conduzir a nossa própria vida sem depender dos bens materiais, das coisas mundanas e do pecado. Então Deus mandou seu filho para mostrar a cada um de nós que é possível vencer o pecado, vencer o egoísmo, a ganância, a mentira e se fazer digno do céu, por meio do amor e do amar. Jesus provou, a cada dia, que era possível ser feliz por si mesmo, sem depender de nada além do que Deus havia nos concedido. Mas nós o rejeitamos, o humilhamos e o crucificamos. E Ele provou que também é possível, pelo amor, vencer a morte.

No dia de ontem, um dia de reflexão, foi possível notar que a data passa despercebida por muitas pessoas, que aproveitam o "feriado" para muitas outras coisas. A caminho da Igreja, passei por bares onde pessoas bebiam, jogavam baralho, por residências que faziam churrasco, festas. Enfim, parecia ser mais carnaval do que Sexta-feira da "paixão"!
Bom, quem somos nós, ou melhor, quem sou eu para julgar, visto que muitas vezes eu também sou assim. Mesmo Jesus morrendo para provar ao mundo que o amor é maior, se fazendo cordeiro para que pudéssemos ter a retomada aliança com Deus; muitas vezes, sou eu, cada pedra que o atingiu, cada insulto, cada ferida, cada chicotada que Jesus sofreu, sou eu.
Sou eu, muitas vezes, o beijo que o trai, a coroa de espinhos que o fere, a zombaria que o corrói por dentro. Sou eu, por outras tantas vezes, o motivo que o envergonha e o deixa despido diante da Mãe, pois foi por mim que Ele morreu e eu nem ao menos me preocupo em refletir tudo o que passou para que eu pudesse, enfim, abrir os olhos e perceber que Deus existe, que o amor existe que é possível ser feliz.
O Evangelho de João narra que, após o soldado transpassar a lança pelo corpor de Jesus, saiu sangue e água. A medicina ensina que só verte água de nosso corpo quando não há mais sangue. Jesus deu TODO o sangue por nós. E amanhã eu quero ressuscitar com Ele. Não quero mais ser a lança que o feriu, ou a coroa de espinhos, muito menos o beijo que o traiu. Hoje quero ser a fé que o manteve vivo, a força que suportou o peso da cruz e a carregou, a coragem de enfrentar a dor e a paz que o tornou capaz de ser digno do céu. O olhar que perdou, a voz que converteu e a paz que abrandou todos os corações. Quero ser como Ele.
Amanhã é dia da minha páscoa, da minha ressurreição. Dia de viver de novo, de levantar dentre os mortos e ser uma nova pessoa. E é isso que serei, não mais a lança que o feriu, mas o amor que o ressuscitou!

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Feliz Ressurreição!


segunda-feira, 6 de abril de 2009

O que da vida não se descreve...

Eu me recordo daquele dia. O professor de redação me desafiou a descrever o sabor da laranja. Era dia de prova e o desafio valeria como avaliação final. Eu fiquei paralisado por um bom tempo, sem que nada fosse registrado no papel. Tudo o que eu sabia sobre o gosto da laranja não podia ser traduzido para o universo das palavras. Era um sabor sem saber, como se o aprimorado do gosto não pertencesse ao tortuoso discurso da epistemologia e suas definições tão exatas.

Diante da página em branco eu visitava minhas lembranças felizes, quando na mais tenra infância eu via meu pai chegar em sua bicicleta Monark, trazendo na garupa um imenso saco de laranjas. A cena era tão concreta dentro de mim, que eu podia sentir a felicidade em seu odor cítrico e nuanças alaranjadas. A vida feliz, parte miúda de um tempo imenso; alegrias alojadas em gomos caudalosos, abraçados como se fossem grandes amigos, filhos gerados em movimento único de nascer. Tudo era meu; tudo já era sabido, porque já sentido. Mas como transpor esta distância entre o que sei, porque senti, para o que ainda não sei dizer do que já senti? Como falar do sabor da laranja, mas sem com ele ser injusto, tornando-o menor, esmagando-o, reduzindo-o ao bagaço de minha parca literatura?

Não hesitei. Na imensa folha em branco registrei uma única frase. "Sobre o sabor eu não sei dizer. Eu só sei sentir!"

Eu nunca mais pude esquecer aquele dia. A experiência foi reveladora. Eu gosto de laranja, mas até hoje ainda me sinto inapto para descrever o seu gosto. O que dele experimento pertence à ordem das coisas inatingíveis. Metafísica dos sabores? Pode ser...

O interessante é que a laranja se desdobra em inúmeras realidades. Vez em quando, eu me pego diante da vida sofrendo a mesma angústia daquele dia. O que posso falar sobre o que sinto? Qual é a palavra que pode alcançar, de maneira eficaz, a natureza metafísica dos meus afetos? O que posso responder ao terapeuta, no momento em que me pede para descrever o que estou sentindo? Há palavras que possam alcançar as raízes de nossas angústias?

Não sei. Prefiro permanecer no silêncio da contemplação. É sacral o que sinto, assim como também está revestido de sacralidade o sabor que experimento. Sabores e saberes são rimas preciosas, mas não são realidades que sobrevivem à superfície.

Querer a profundidade das coisas é um jeito sábio de resolver os conflitos. Muitos sofrimentos nascem e são alimentados a partir de perguntas idiotas.

Quero aprender a perguntar menos. Eu espero ansioso por este dia. Quero descobrir a graça de sorrir diante de tudo o que ainda não sei. Quero que a matriz de minhas alegrias seja o que da vida não se descreve...

Padre Fábio de Melo.

Fonte: http://www.cancaonova.com/portal/canais/formacao/internas.php?id=&e=11279